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Tecnologia

IA promete reduzir falsos alarmes no videomonitoramento, diz especialista do setor

Em coluna publicada hoje na Revista Segurança Eletrônica, Vinicius Romano, CEO da Camerite, argumenta que a inteligência artificial está mudando o videomonitoramento: de simples registro de imagens para análise proativa, com menos falsos alarmes e mais informação útil para quem monitora câmeras.

Câmera de segurança instalada na estrutura de um estacionamento de vários andares, com vista para a cidade ao fundo
Câmera de segurança em estacionamento de vários andares, nos Estados Unidos — imagem ilustrativa do tipo de câmera comercial citado na coluna, sem relação com nenhuma empresa específica. Foto: Infrogmation of New Orleans / Wikimedia Commons · CC BY-SA 4.0

Quem escreveu e onde foi publicado

O texto é assinado por Vinicius Romano, identificado como analista de sistemas e CEO da Camerite, empresa do setor de segurança eletrônica, e foi publicado na Revista Segurança Eletrônica, veículo especializado do setor. É importante deixar claro desde já: trata-se de uma coluna de opinião e análise, escrita por um executivo com interesse comercial direto no tema — não é uma pesquisa independente nem uma notícia factual sobre um evento específico.

O autor também referencia, no próprio texto, um conteúdo do blog da sua empresa e cita — sem detalhar números — um relatório internacional chamado "The state of AI in video surveillance (2025)" como evidência de que o setor está investindo em IA. Essa apuração não localizou nem verificou de forma independente os números desse relatório, por isso o texto abaixo não os reproduz.

O problema: volume de imagem vira desafio operacional

Segundo o autor, câmeras em ruas, empresas, condomínios, varejo e centros logísticos geram hoje um volume contínuo de vídeo que já não pode ser tratado como um simples arquivo a ser guardado — é "dado bruto, em escala industrial". A tese central da coluna é que dado sem inteligência aplicada vira custo, ruído e risco: alguém (ou algum sistema) precisa dar sentido a esse volume, e cada vez menos isso é viável com vigilância humana contínua sobre dezenas de fluxos simultâneos de vídeo.

É o mesmo problema prático que qualquer central de monitoramento com muitas câmeras enfrenta: em sistemas tradicionais, qualquer sombra, chuva ou movimento irrelevante pode gerar um alerta — e cada alerta falso consome atenção, energia e orçamento de quem está monitorando.

Rack de servidores com cabos de rede organizados, em uma sala de equipamentos
Rack de servidores de rede, na Holanda — imagem ilustrativa do tipo de infraestrutura usada para processar grandes volumes de vídeo, sem relação com a Camerite ou com qualquer empresa citada no texto. Foto: Dennis van Zuijlekom / Wikimedia Commons · CC BY-SA 3.0

O que a coluna diz que a IA muda na prática

De acordo com o autor, plataformas de videomonitoramento com inteligência artificial já conseguem transformar imagem em informação acionável por meio de busca inteligente, detecção de eventos, classificação automática de objetos e alertas em tempo real. Em vez de depender de uma pessoa olhando continuamente para dezenas de telas, o sistema filtraria o excesso e destacaria só o que merece atenção — o que o autor chama de sair do "registro passivo" para a "análise proativa".

Um dos benefícios citados é a redução de falsos alarmes: com reconhecimento de padrões e diferenciação de objetos, o sistema teria mais precisão para separar um evento real (uma pessoa, um veículo, um comportamento fora do padrão) de um alarme disparado por vento, chuva ou sombra — reduzindo o desperdício de tempo da equipe de monitoramento com notificações que não levam a nada.

Câmera de segurança tipo dome instalada no teto de um estacionamento coberto
Câmera de segurança tipo dome em estacionamento coberto, nos Estados Unidos — imagem ilustrativa, sem relação com nenhuma empresa citada no texto. Foto: Myotus / Wikimedia Commons · CC BY-SA 4.0

A ressalva que o próprio autor faz

Mesmo defendendo o uso de IA, o autor evita apresentá-la como solução completa. Ele escreve que a inteligência artificial amplia a capacidade humana, mas não substitui critério, governança e revisão responsável — e que o melhor resultado surge quando tecnologia e operação trabalham juntas, não quando uma substitui a outra. É uma ressalva relevante justamente porque vem de quem tem interesse comercial em vender a tecnologia: mesmo assim, o texto não promete automação total nem elimina a necessidade de decisão humana.

Câmera de segurança tipo bullet montada em um braço de suporte, no topo de um poste, contra o céu azul
Câmera de segurança tipo bullet em poste, no Canadá — imagem ilustrativa, sem relação com nenhuma empresa citada no texto. Foto: Kevin Payravi / Wikimedia Commons · CC BY-SA 4.0

O que ainda não está claro

A coluna não apresenta números próprios sobre custo, taxa de redução de falsos alarmes ou tempo de implantação — é um texto de opinião e tendência, não um estudo com metodologia própria. O relatório internacional citado pelo autor ("The state of AI in video surveillance", 2025) não foi localizado e verificado de forma independente nesta apuração, então nenhum número dele é reproduzido aqui. Também vale lembrar que o autor é CEO de uma empresa que vende exatamente esse tipo de solução — o que não invalida o argumento, mas é um contexto que o leitor deve considerar.

Por que isso importa para quem tem câmeras instaladas

Para quem já tem ou está pensando em instalar CFTV em casa, condomínio ou comércio, o ponto prático da coluna é este: o gargalo do videomonitoramento não é mais só "ter câmera", é o que fazer com o volume de imagem que ela gera. Sistemas com algum nível de análise automática de vídeo — mesmo que mais simples do que a IA generativa mencionada na coluna — já ajudam a reduzir alarme falso e a destacar o que realmente importa, em vez de depender só de alguém assistindo a tela o tempo todo.