Controle de Acesso

Fechadura eletroímã ou solenoide: qual escolher?

Fechadura eletroímã ou solenoide: a escolha errada não é só uma questão de preço — é uma questão de segurança. Uma trava sem energia elétrica que deveria abrir e não abre (ou vice-versa) pode significar uma saída de emergência bloqueada ou uma porta vulnerável. Este guia explica a diferença real entre as duas tecnologias antes de você decidir.

09 de julho de 2026 8 min de leitura
Comparativo de três portas com diferentes tipos de fechadura de controle de acesso

Qual a diferença entre fechadura eletroímã e solenoide

A fechadura eletroímã (ou eletroímã de sobrepor) trava a porta por força magnética: uma placa metálica na porta é atraída por um eletroímã fixado no batente enquanto há energia. A fechadura solenoide trava por um mecanismo mecânico — uma lingueta ou trava física movida eletricamente, geralmente embutida no corpo da fechadura ou na fechadura elétrica de embutir.

A diferença não é só de mecanismo, é de comportamento na falta de energia — e é esse comportamento que define qual delas você deve usar em cada porta.

Fail-safe x fail-secure: a decisão mais importante

Fail-safe (segurança em falha) significa que, sem energia elétrica, a porta ABRE. É o comportamento padrão da fechadura eletroímã: a força magnética só existe com energia; faltando luz, a porta libera. Esse comportamento é exigido por norma de segurança contra incêndio em rotas de fuga e saídas de emergência — ninguém pode ficar trancado numa queda de energia.

Fail-secure (segurança em travamento) significa o oposto: sem energia, a porta permanece TRAVADA. É o comportamento típico da fechadura solenoide. Faz sentido em salas de servidor, cofres e áreas de alto valor, onde o risco de intrusão durante uma falta de energia é mais crítico do que a conveniência de sair rápido.

Antes de comprar, pergunte: essa porta é rota de fuga ou saída de emergência? Se for, a resposta quase sempre é fail-safe (eletroímã). Se for uma sala interna de acesso restrito sem função de evacuação, fail-secure (solenoide) pode ser mais adequado.

Força em kgf: qual eletroímã escolher

A força de retenção da fechadura eletroímã é medida em kgf (quilograma-força) e deve ser proporcional ao peso e ao uso da porta. A Intelbras FE 10300, por exemplo, tem 300kgf de força de retenção, fail-safe, alimentação 12VDC — adequada para portas de vidro, madeira e a maioria dos acessos residenciais e comerciais.

Para portões mais pesados ou de maior fluxo, existem eletroímãs de 600kgf ou mais. Regra prática: quanto mais pesada a porta e maior o tráfego, maior a força de retenção necessária — mas força em excesso não corrige má instalação da placa ou do suporte.

Instalação: o que muda na prática

A fechadura eletroímã é de sobrepor: o corpo fica visível no batente (ou no vão superior da porta) e a placa metálica na folha da porta, alinhados por um suporte L ou Z conforme o tipo de abertura. É relativamente simples de instalar em portas já prontas, sem rebaixo.

A fechadura solenoide costuma ser embutida no corpo da fechadura ou na trava mecânica, exigindo rebaixo na porta ou no batente — mais parecido com a instalação de uma fechadura elétrica convencional. Em ambos os casos, o projeto precisa de fonte de alimentação 12V DC dedicada, de preferência com bateria de backup, e botoeira de saída para liberação manual do lado de dentro.

O que a BDias tem disponível hoje

Hoje o catálogo da BDias tem em destaque a fechadura eletroímã Intelbras FE 10300 (300kgf, fail-safe) — a opção correta para a maioria dos projetos, especialmente portas de entrada principal, rotas de fuga e acessos com leitor facial ou biometria.

Se o seu projeto exige especificamente fail-secure (solenoide) para uma sala de alto valor, fale com a gente pelo WhatsApp: ajudamos a especificar o modelo certo mesmo quando não é o produto em destaque no catálogo.

Quando usar cada uma na prática

Resumo rápido para decidir sem errar:

  • Rota de fuga, saída de emergência ou porta de entrada principal: use eletroímã fail-safe (como a FE 10300).
  • Sala de servidores, cofre ou área de alto valor sem função de evacuação: considere solenoide fail-secure.
  • Porta de vidro ou sem rebaixo possível: eletroímã de sobrepor é mais simples de instalar.
  • Sempre inclua botoeira de saída e, se possível, bateria de backup na fonte.
  • Na dúvida sobre qual comportamento a porta exige, priorize a segurança das pessoas (fail-safe) sobre a proteção do patrimônio.

Conclusão: qual escolher

A escolha entre eletroímã e solenoide não é estética nem só de preço — é sobre o que acontece com aquela porta quando falta energia. Para a grande maioria dos projetos, especialmente entradas principais e rotas de fuga, a fechadura eletroímã fail-safe é a escolha certa e mais segura.

Ficou com dúvida sobre qual fechadura combina com o seu leitor facial ou controladora? Fale com a BDias Tecnologia pelo WhatsApp antes de comprar.

Perguntas rápidas

Respostas diretas para as dúvidas mais comuns sobre controle de acesso.

Fechadura eletroímã trava ou libera sem energia?

Libera. A fechadura eletroímã é fail-safe: a força magnética existe apenas com energia elétrica. Na falta de luz, a porta abre — por isso é a exigida em rotas de fuga.

Fechadura solenoide trava ou libera sem energia?

Trava. A fechadura solenoide é tipicamente fail-secure: sem energia, o mecanismo permanece travado, priorizando a proteção contra intrusão sobre a saída rápida.

Posso usar eletroímã em porta corta-fogo ou saída de emergência?

Sim, é inclusive a indicação correta — desde que seja fail-safe (libera sem energia) e tenha botoeira de saída manual do lado de dentro.

Qual força de eletroímã escolher?

Depende do peso e do uso da porta. A FE 10300 (300kgf) atende a maioria das portas residenciais e comerciais de vidro ou madeira. Portões pesados ou de alto fluxo pedem força maior.

Preciso de botoeira com fechadura eletroímã?

Sim. A botoeira de saída permite liberar a porta manualmente pelo lado de dentro, sem depender do leitor de acesso — essencial para emergências e uso do dia a dia.

Dá para usar eletroímã e solenoide no mesmo projeto?

Sim. É comum combinar as duas: eletroímã fail-safe nas rotas de fuga e entradas principais, solenoide fail-secure em salas internas específicas de alto valor.

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